II Fórum Pró-Sustentabilidade começa hoje

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A Feevale promove, de 6 a 8 de novembro, o II Fórum Pró-Sustentabilidade. Um dos minicursos que ocorrerão durante o fórum tem como tema as coberturas vivas, que se caracterizam pela utilização de vegetação, que pode ser grama, suculentas ou outros.

Conforme a arquiteta Lisandra Fachinello Krebs, que ministrará o curso ao lado de Carlos Krebs, a utilização desse sistema oferece diversos benefícios, entre os quais, o aumento do conforto térmico no interior da edificação, devido à grande inércia térmica (interior mais fresco no verão e mais aquecido no inverno, em relação ao exterior da edificação).

Lisandra também cita outros benefícios das coberturas vivas: contribuição na redução do efeito “ilha de calor”, pelo resfriamento do entorno imediato; redução da quantidade e retardo na velocidade de vazão de águas pluviais; e contribuição para o aumento da biodiversidade local, com o incremento de verde nos centros urbanos. Além disso, quando bem projetada e executada, a cobertura viva pode, além dos aspectos estéticos, prolongar a vida útil da impermeabilização usada.

 Ecoprodutos e ecotecnologias já são encontrados no mercado
 
Outro curso que ocorrerá no fórum é o “Ecoprodutos e ecotecnologias na construção civil e design”, com Eloy Casagrande Jr (UTFPR, Curitiba/PR), pós-doutor em Inovação Tecnológica e Sustentabilidade e PhD em Engenharia de Recursos Minerais e Meio Ambiente. Ele explica que um ecoproduto pode ser de origem artesanal ou industrializada, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial, agrícola e industrial. Deve ser não-poluente, não-tóxico, benéfico ao meio ambiente e à saúde dos seres vivos, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável.
 
Segundo Casagrande, atualmente pode-se encontrar dezenas de ecoprodutos e ecotecnologias no mercado, que vão desde o uso de material natural para a construção de casas, como a terra, ou mesmo o material de demolição. Ele cita como exemplo, também, os produtos reciclados, como as telhas onduladas feitas a partir de aparas de tubos de pasta dental. “Sistemas de captação e aproveitamento da água da chuva, aquecedores de água utilizando painéis solares e telhados ‘verdes’ (uso de grama e plantas para cobertura) são alguns dos exemplos de ecotecnologias que estão ao alcance de todos”, destaca.

 Sistemas de iluminação podem reduzir consumo de energia
 
No curso “Projetos de iluminação e sustentabilidade”, o arquiteto Eduardo Becker, do Atelier de Iluminação, de Porto Alegre, deverá abordar a relação entre iluminação e sustentabilidade. Ele adianta que tal relação está tanto no equilíbrio entre a iluminação artificial e natural, como no equilíbrio entre o tipo de trabalho a ser executado e a necessidade de iluminância e luminância. Becker aconselha os arquitetos que procurem profissionais capacitados, para que tenham seus projetos analisados adequadamente e, com isso, consigam reduzir o consumo de energia decorrente de sistemas de iluminação artificiais.

O que fazer com os resíduos líquidos domiciliares?
 
O mestre em Engenharia Civil Luiz Augusto dos Santos Ercole falará sobre gestão sustentável dos resíduos líquidos domiciliares. Segundo ele, a premissa básica dessa gestão é a de que cada unidade consumidora das águas deve ser responsável pelo correto gerenciamento das águas servidas, isto é, estas águas só devem ser descartadas no ambiente se forem limpas, isentas de contaminantes ou poluentes.
 
No minicurso, ele abordará os principais cuidados a serem tomados na execução desse sistema. Para Santos, é necessário que haja a reversão da mentalidade de usar a água para o descarte de toda a sorte de resíduos, como esgotos, lixos, rejeitos industriais e descartes da produção agrícola e mineradora. “O ciclo hidrológico tem que ser defendido dessa agressão”, afirma, acrescentando que providências realmente saneadoras devem ser urgentemente aplicadas. Ele destaca, entre essas providências,  os usos racionais da água e a disseminação dos sistemas mais sustentáveis de recuperação dos recursos hídricos.
 
Sistema de captação de água da chuva é viável economicamente?
 
Você sabe como funciona a captação de água da chuva, sistema tão defendido nos tempos atuais? Para falar sobre o assunto, o PhD em Engenharia Civil Enedir Ghisi (UFSC, Florianópolis/SC) ministrará o minicurso “Aproveitamento de água pluvial em edificações”. Ele explica, porém, que nem sempre é financeiramente viável a sua aplicação. “A viabilidade econômica depende de vários fatores, tais como consumo de água potável, disponibilidade de água pluvial e tarifa da água na região”, afirma.
 
Ghisi adianta como funciona o sistema: “De uma forma geral, a água pluvial que escoa pelo telhado é conduzida a um reservatório inferior por meio de calhas e condutores verticais e horizontais. A água é bombeada para um reservatório superior onde, por meio de instalações prediais, é conduzida, por gravidade, aos aparelhos sanitários onde não se necessita de água potável. Filtros e cloração são necessários. Um item muito importante é o correto dimensionamento do reservatório e isto será abordado no curso”. 

Mais detalhes em: www.feevale.br/forumsustentabilidade

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